segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Orientação por objetivos de praticantes de karate.

VIANNA, J. A. Orientação por objetivos de praticantes de karate. In: VIANNA, J. A. (Org.). Lutas. São Paulo: Fontoura, 2015, p. 183-207.

Pesquisas sustentam que as diferenças individuais na orientação por objetivos são consequência das experiências de socialização, resultantes da interação com outras pessoas significantes (pais, instrutores e companheiros) em um ambiente que reforça uma orientação específica. Ampliar o conhecimento deste fenômeno pode contribuir para a elaboração de políticas e pedagogias que visam resgatar e fortalecer os valores pró-sociais nas lutas, tanto no ensino, quanto em sua prática, de forma que esses colaborem para a formação e manutenção de atitudes sociais positivas de não violência e para a modificação de procedimentos violentos.  Para tanto, o objetivo desta pesquisa circunscreveu-se em identificar e analisar a orientação por objetivos de praticantes de karate, conforme o nível de habilidade e o tempo de experiência na luta. Os dados indicam que os indivíduos pesquisados estão associados às características de motivação intrínseca, forte vínculo com o desenvolvimento da habilidade, com maestria na realização da tarefa, com o engajamento ativo, com o trabalho duro e ético, com a busca pela performance ótima e pela persistência na atividade.

Sobre o autor
José Antonio Vianna
Doutor em Educação Física e Cultura. Professor Adjunto no Instituto de Educação Física e Desportos, DESCO – UERJ. Coordenador do Laboratório Interdisciplinar de Estudos em Lutas – LLUTAS. Professor no Mestrado de Ensino em Educação Básica do IAFRS / UERJ. Diretor Técnico da Federação de Karate Shotokan no Rio de Janeiro.


sábado, 23 de julho de 2016

A capoeira como método de ginástica

COSTA, M. G.; ARAÚJO, P. C.; VIANNA, J. A. A capoeira como método de ginástica. In: VIANNA, J. A. (Org.). Lutas. São Paulo: Fontoura, 2015, p. 143-182.

Ao revisitar a proposta da capoeira como método de ginástica nacional na perspectiva de Inezil Penna Marinho, com a análise e rediscussão do seu arcabouço de conhecimentos e movimentos que tenham os elementos ginásticos da Capoeira, percebe-se que a sistematização dos elementos ginásticos da Capoeira como uma metodologia de ensino pode ser aplicada em ambientes de aprendizagem formal e não formal. Porém, o levantamento bibliográfico preliminar indicou a carência de dados que indiquem a contribuição da Capoeira sobre a ginástica brasileira atual, apesar da mesma, já ter sido considerada método ginástico entre meados do século XIX e XX. O resgate e rediscussão da proposta originária da Capoeira como método de ginástica genuinamente brasileira elaborada por Inezil Penna Marinho, assim como, a carência de sistematização dos elementos gímnicos da capoeira e a falta de rigor dos estudos produzidos nesta área, justificam novas abordagens cientificas que favoreçam a identificação e sistematização dos elementos gímnicos da luta brasileira.

Sobre os autores

Marcelo Gomes da Costa
Mestre em Educação pela Universidade. Mestre em Ciência da Motricidade Humana. Diretor de Unidade na Universidade Estácio de Sá, campus R9. 2º Vice-Presidente do Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região (CREF 1).

Paulo Coelho de Araújo
Doutor em Ciências do Desporto e Educação Física. Professor na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física – Universidade de Coimbra. Área de especialização: Ciências Sociais e Humanas (História, Sociologia, Antropologia do Desporto).

José Antonio Vianna

Doutor em Educação Física e Cultura. Professor Adjunto na Universidade do Estado do Rio de janeiro - Instituto de Educação Física e Desportos. Coordenador do Laboratório Interdisciplinar de Estudos em Lutas – LLUTAS. Professor no Mestrado de Ensino em Educação Básica do IAFRS / UERJ. Diretor Técnico da Federação de Karate Shotokan no Rio de Janeiro.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Aspectos sociais e históricos do processo de desportivização da capoeira

ARAÚJO, P. C.; JAQUEIRA, A. R. Aspectos sociais e históricos do processo de desprtivização da capoeira. In: VIANNA, J. A. Lutas. São Paulo: Fontoura, 2015, p. 109-142.

Entre as últimas décadas do século XIX e a primeira metade do século XX, a Capoeira sofreu várias mudanças, sendo uma delas a sua transformação de luta em desporto, ocorrida no decurso do Estado Novo. Este artigo busca, por meio da análise de fontes primárias e secundárias, identificar e interpretar os fatores de várias ordens que concorreram para a afirmação, consolidação e oficialização dessa expressão enquanto prática desportiva genuinamente brasileira.
Palavras-chave: Capoeira, Desportivização, Estado Novo, Brasil.

Social and historical aspects on the process of sportisation of Capoeira
Between the last decades of the 19th century and the first half of the 20th century, Capoeira underwent several changes, one of them being its transformation from a fight into a sport, which took place during the Brazilian historical period known as Estado Novo (New State). By analysing both primary and secondary sources, this paper aims to identify and interpret the various factors that have contributed to the affirmation, consolidation, and officialisation of Capoeira as a genuinely Brazilian sports discipline.
Keywords: Capoeira. Sportisation. Estado Novo. Brazil. 



Sobre os autores

Paulo Coelho de Araújo

Doutor em Ciências do Desporto e Educação Física. Professor na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física – Universidade de Coimbra. Área de especialização: Ciências Sociais e Humanas (História, Sociologia, Antropologia do Desporto).

Ana Rosa Jaqueira

Doutora em Ciências do Desporto e Educação Física. Professor na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física – Universidade de Coimbra. Área de especialização: Ciências Sociais e Humanas (História, Sociologia, Antropologia do Desporto).



domingo, 29 de maio de 2016

A luta como conteúdo da educação física na educação básica e a formação do profissional.

ANJOS, R. C.; RUFFONI, R. A luta como conteúdo da educação física na educação básica e a formação do profissional. In: VIANNA, J. A. (Org.). Lutas. São Paulo: Fontoura, 2015, p. 69-108.

Resumo
São inúmeras as dimensões pelas quais podemos tratar da inserção da luta como conteúdo da Educação Básica. Nesta breve explanação, buscaremos responder duas perguntas: a) É exigida a formação em curso superior de Educação Física para ministrar aulas de luta na escola? b) O professor de Educação Física que não vivenciou a prática de alguma luta está apto a ministrar esse conteúdo na escola? Para responder à primeira indagação, realizaremos uma análise dos dispositivos legais que tratam da matéria, passando pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, pela Lei 9.696/98 que regulamentou a profissão de Educação Física e pelo entendimento jurisprudencial em relação ao tema. Quanto à segunda, discutiremos o conceito de luta e os objetivos desse conteúdo na matriz curricular da Educação Básica, procurando identificar de que maneira a luta pode contribuir com a formação das crianças em idade escolar.


Sobre os autores
Roberto Corrêa dos Anjos
Mestre em Educação Física pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Advogado, inscrito na OAB. Professor Assistente no Instituto de Aplicação da UERJ. Membro do Tribunal de Ética e da Câmara de Educação Física do Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região, Faixa Preta de Judo 5º DAN.

Ricardo Ruffoni
Doutor em Ciências do Desporto pela Faculdade de Motricidade Humana (Lisboa) e 6º DAN de Judo. Professor Adjunto e Coordenador do curso de Educação Física na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Líder do grupo de pesquisa “Laboratório de dimensões sociais aplicadas à atividade física e ao esporte – LABSAFE”.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Lutas na infância, da iniciação à reflexão competitiva

RUFFONI, R.; ANJOS, R. C. Lutas na infância, da iniciação à reflexão competitiva. In: VIANNA, J. A. (Org.). Lutas. São Paulo: Fontoura, 2015, p. 39-68.

Resumo
O Presente trabalho tem por objetivo refletir sobre os conteúdos das lutas que permeiam a prática da Educação Física Escolar, seja no ensino fundamental ou no médio. Além disso, buscamos também identificar, á luz dos estilos de Muska Mosston, como ocorre a práxis pedagógica dos professores que ministram as aulas de lutas em geral, e de judô em especial, nos ambientes escolar e não escolar. Por fim, realizamos uma breve discussão sobre o modelo de competição infantil que privilegie a participação e aponte para a amenização da carga de responsabilidade existente nas atividades esportivas desenvolvidas com crianças.

Sobre os autores
Ricardo Ruffoni
Doutor em Ciências do Desporto pela Faculdade de Motricidade Humana (Lisboa) e 6º DAN de Judo. Professor Adjunto e Coordenador do curso de Educação Física na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Líder do grupo de pesquisa “Laboratório de dimensões sociais aplicadas à atividade física e ao esporte – LABSAFE”.
Roberto Corrêa dos Anjos
Mestre em Educação Física pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Advogado, inscrito na OAB. Professor Assistente no Instituto de Aplicação da UERJ. Membro do Tribunal de Ética e da Câmara de Educação Física do Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região, Faixa Preta de Judo 5º DAN.


terça-feira, 12 de abril de 2016

Expectativa dos iniciantes na prática de lutas

VIANNA, J. A.; DUÍNO, S. R. Expectativa dos iniciantes na prática de lutas. In: VIANNA, J. A. (Org.) Lutas. São Paulo: Fontoura, 2015, p.19-38.

Resumo
A presente investigação de caráter descritivo teve por objetivo, traçar um perfil de propósitos e de expectativas de sujeitos, que buscam a prática de lutas. O conhecimento da percepção dos sujeitos investigados pode favorecer as intervenções mais adequadas, frente a este fenômeno pouco estudado, que cresce em grandes proporções no Brasil. Participaram desta investigação 30 caratecas, 19 capoeiristas e 27 lutadores de jiu-jitsu de diversas graduações, considerados iniciantes em suas modalidades de luta - com até seis meses de prática, na faixa etária de 13 a 17 anos. Os sujeitos responderam o questionário antes do início de suas atividades corporais. Embora a maioria dos indivíduos que participaram do estudo, não se enquadre nos pressupostos de relacionamentos sociais que levem a prática da violência – ligações segmentares - é possível que a minoria de lutadores que se conforma a esses padrões, seja responsável pelo fenômeno de violência que tem sido relatado pela mídia. O conjunto dos dados sugere a busca instrumental das artes marciais por esta minoria, que é reforçada pela omissão da família e pela impunidade. Podemos suspeitar que a aceitação de um maior nível de violência nas competições atuais conhecidas como “vale tudo”, nas quais se observa a flexibilização das normas e padrões de autocontrole que foram construídos ao longo do tempo nas diversas lutas / artes marciais / esportes de combate, são reflexo da diminuição da repugnância ao uso da violência na sociedade atual. A violência ritualizada nas competições de “vale tudo” gera a suspeita de que o equilíbrio construído nas lutas, com maior ênfase na violência racional para alcançar os objetivos, esteja pendendo para a violência afetiva com a diminuição do autocontrole.

Sobre os autores
José Antonio Vianna
Doutor em Educação Física e Cultura. Professor Adjunto no Instituto de Educação Física e Desportos, DESCO – UERJ. Coordenador do Laboratório Interdisciplinar de Estudos em Lutas – LLUTAS. Professor no Mestrado de Ensino em Educação Básica do IAFRS / UERJ. Diretor Técnico da Federação de Karate Shotokan no Rio de Janeiro.

Silvana Rígido Duíno

Mestre em Educação Física. Coordenadora do Polo de Ensino à Distância e docente na Universidade Estácio de Sá. Faixa preta de karate Shotokan.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Conteúdo do livro LUTAS

Apresentação
Dr. José Antonio Vianna (Org.)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Instituto de Educação Física e Desportos
Coordenador do Laboratório LLUTAS

O livro “LUTAS” reúne estudos empíricos e de revisão produzidos por autores especialistas com vasta experiência em ensino e por pesquisadores sobre o tema que ministram aulas em cursos stricto senso em Educação e Educação Física em universidades brasileiras e em Portugal - Coimbra.
Situados nas áreas de ciências humanas e sociais, os trabalhos se propõe ocupar uma lacuna na produção de conhecimentos em Educação Física e esportes, no que diz respeito às atividades físicas de lutas.
A obra pode servir de suporte para professores, pesquisadores, estudantes de graduação, mestrado e doutorado em Educação Física e áreas afins. Os seis capítulos que abordam diferentes lutas também podem fornecer informações e esclarecimentos sobre a prática de lutas para pais e responsáveis de praticantes.
O primeiro capítulo apresenta um relato de pesquisa sobre a expectativa dos iniciantes em diversas modalidades de esportes de combate. O segundo capítulo aborda a prática de lutas na escola sob a perspectiva das metodologias de ensino. O capítulo 3 inicia com enfoque na utilização das lutas como conteúdo curricular na Educação Física escolar relacionando a intervenção pedagógica com a formação do profissional. No quarto capítulo os autores apresentam uma revisão sistemática das origens da capoeira. Enquanto no capítulo cinco é apresentada uma proposta de investigação apoiada nos argumentos de Inezil Penna Marinho, pensador da Educação Física que sugeria que a capoeira seria um método de ginástica genuinamente brasileira. O último capítulo traz um estudo empírico que procura observar a motivação dos praticantes de karate e as implicações do clima motivacional criado pelo professor na formação do aluno.
O conjunto da obra oferece ao leitor subsídios tanto para o ensino quanto para o aprofundamento e ampliação do conhecimento produzido em outros investimentos de pesquisa.




SUMÁRIO

Capítulos

Pág.
Expectativa dos iniciantes na prática de lutas
19
Dr. José Antonio Vianna
Ms. Silvana Rígido Duíno


Lutas na infância, da iniciação à reflexão competitiva

39
Dr. Ricardo Ruffoni
Ms. Roberto Corrêa dos Anjos


A luta como conteúdo da educação física na educação básica e a formação do profissional

69
Ms. Roberto Corrêa dos Anjos
Dr. Ricardo Ruffoni


Aspectos sociais e históricos do processo de desportivização da capoeira

109
Dr. Paulo Coelho de Araújo
Dra. Ana Rosa Jaqueira


A capoeira como método de ginástica

143
Ms. Marcelo Gomes da Costa
Dr. Paulo Coelho de Araújo
Dr. José Antonio Vianna


Orientação por objetivos de praticantes de karate

183
Dr. José Antonio Vianna